Os únicos animais que deviam deixar entrar nos restaurantes (incluindo as esplanadas) são os que vêm já preparados. No forno, na grelha, em carpaccio ou tártaro, na caçarola, seja como for. De cãezinhos e canzarrões, mais os seus ternurentos e carentes donos e progenitores, estou farta.
Este é um blogue sobre sítios de Comes & Bebes (e, de vez em quando, sobre o que mais me apetecer). Quando entro num restaurante, seja de luxo ou popular, as minhas expectativas são sempre baixas e eles é que precisam de me convencer. Ao mínimo deslize... peço o livro de reclamações!
sábado, 11 de abril de 2015
sábado, 4 de abril de 2015
Folar (o verdadeiro)
Ingredientes:
500 g de farinha
150 g de toucinho entremeado
150 g de presunto
150 g de salpicão
150 g de manteiga
40 g de azeite
6 ovos + 1 gema
1 saqueta de fermento seco de padeiro
1 pitada de sal
Óleo para untar
Farinha para polvilhar
Preparação:
Deite os ovos para uma taça grande, junte a manteiga, o azeite, a pitada de sal, a farinha e o fermento e amasse bem, durante 5-10 minutos (pode usar a batedeira elétrica). Se for necessário, polvilhe com mais um pouco de farinha para a massa descolar da taça.
Retire depois a massa, polvilhe-a com farinha, enrole-a e coloque-a num recipiente também polvilhado com farinha (pode ser na mesma taça). Faça um corte em cruz por cima, polvilhe novamente com farinha, cubra com um pano húmido e deixe levedar até ficar com o dobro do tamanho.
Ligue o forno a 180 graus. Retire o couro ao presunto e ao toucinho e corte-os em pedaços pequenos. Corte o salpicão em rodelas. Estenda a massa, disponha-lhe as carnes por cima, amasse novamente, coloque numa forma redonda untada com óleo e deixe levedar mais 10 minutos. Pincele depois com a gema batida, leve ao forno cerca de 45 minutos. Verifique a cozedura com um palito e, se já estiver cozido, retire do forno, desenforme, deixe arrefecer e coma. Ofereça. Partilhe
500 g de farinha
150 g de toucinho entremeado
150 g de presunto
150 g de salpicão
150 g de manteiga
40 g de azeite
6 ovos + 1 gema
1 saqueta de fermento seco de padeiro
1 pitada de sal
Óleo para untar
Farinha para polvilhar
Preparação:
Deite os ovos para uma taça grande, junte a manteiga, o azeite, a pitada de sal, a farinha e o fermento e amasse bem, durante 5-10 minutos (pode usar a batedeira elétrica). Se for necessário, polvilhe com mais um pouco de farinha para a massa descolar da taça.
Retire depois a massa, polvilhe-a com farinha, enrole-a e coloque-a num recipiente também polvilhado com farinha (pode ser na mesma taça). Faça um corte em cruz por cima, polvilhe novamente com farinha, cubra com um pano húmido e deixe levedar até ficar com o dobro do tamanho.
Ligue o forno a 180 graus. Retire o couro ao presunto e ao toucinho e corte-os em pedaços pequenos. Corte o salpicão em rodelas. Estenda a massa, disponha-lhe as carnes por cima, amasse novamente, coloque numa forma redonda untada com óleo e deixe levedar mais 10 minutos. Pincele depois com a gema batida, leve ao forno cerca de 45 minutos. Verifique a cozedura com um palito e, se já estiver cozido, retire do forno, desenforme, deixe arrefecer e coma. Ofereça. Partilhe
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| O meu ficou muito bonito. Uma Páscoa Feliz! |
quinta-feira, 2 de abril de 2015
O Senhor Manoel de Oliveira
Primeiro foi o Poeta Herberto, agora também o Cineasta Manoel. Esta primavera está a ser terrível para os Artistas Cotas, o que é uma injustiça, porque há para aí tantos que ainda são jovens mas deviam ir antes deles, em vez de nos infernizarem a vida com a sua "criatividade".
Não se pode dizer que eu fosse muito apreciadora, ou até conhecedora, da obra do Senhor Manoel. Uma vez cheguei a ver um filme, que era a preto e branco e tinha muitas crianças a brincar, porque me disseram que era aquele do "esternocleidomastoideu", ou o do "Ó Evaristo, tens cá disto?!", com a dupla de humoristas portugueses Bucha e Estica. Mas, afinal, o homem da loja não se chamava Evaristo nem tinha bigode, como o Senhor António Silva (o nome verdadeiro do Estica, não sei se sabem; o Bucha era o Senhor Vasco Santana). Fiquei um bocado desiludida, e além disso o filme precisava de legendas, era muito mal falado. Lembro-me ainda de outro filme, também a preto e branco, que o meu avô gostava muito porque mostrava a vida no Douro, com os rabelos, os carros de bois, as pipas de vinho e isso tudo. O meu avô era de Agrelos.
Mas adiante. Tenho pena que o Senhor Manoel se vá. Muita gente gostava dele e dos seus filmes, no mundo inteiro, e se muita gente gostava dele devia ser bom. Também tenho que vos dizer que eu uma vez conheci-o pessoalmente, ou quase, num restaurante do Porto, o Escondidinho, onde ele estava numa party com um grupo muito catita de médicos do Hospital de S. João. Até tirei, para vergonha da minha amiga Francisca (aquela loura singular), uma fotografia, mas sem eles darem conta. Ora vejam - o Senhor Manoel, naquele momento, pareceu-me o Abrunhosa, de óculos escuros.
Era um bom garfo, mas para chegar aos cento e seis anos não devia ser de excessos. Contaram-me que o segredo dele era evitar os galões, as meias de leite e essas cenas que eu também acho um bocado nojentas. Mas não sei se não era mesmo das sopas. É que um dia li isto numa entrevista que ele deu a um jornal:
Não se pode dizer que eu fosse muito apreciadora, ou até conhecedora, da obra do Senhor Manoel. Uma vez cheguei a ver um filme, que era a preto e branco e tinha muitas crianças a brincar, porque me disseram que era aquele do "esternocleidomastoideu", ou o do "Ó Evaristo, tens cá disto?!", com a dupla de humoristas portugueses Bucha e Estica. Mas, afinal, o homem da loja não se chamava Evaristo nem tinha bigode, como o Senhor António Silva (o nome verdadeiro do Estica, não sei se sabem; o Bucha era o Senhor Vasco Santana). Fiquei um bocado desiludida, e além disso o filme precisava de legendas, era muito mal falado. Lembro-me ainda de outro filme, também a preto e branco, que o meu avô gostava muito porque mostrava a vida no Douro, com os rabelos, os carros de bois, as pipas de vinho e isso tudo. O meu avô era de Agrelos.
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| O ator Nascimento Fernandes, o lojista de Aniki Bobó. |
Mas adiante. Tenho pena que o Senhor Manoel se vá. Muita gente gostava dele e dos seus filmes, no mundo inteiro, e se muita gente gostava dele devia ser bom. Também tenho que vos dizer que eu uma vez conheci-o pessoalmente, ou quase, num restaurante do Porto, o Escondidinho, onde ele estava numa party com um grupo muito catita de médicos do Hospital de S. João. Até tirei, para vergonha da minha amiga Francisca (aquela loura singular), uma fotografia, mas sem eles darem conta. Ora vejam - o Senhor Manoel, naquele momento, pareceu-me o Abrunhosa, de óculos escuros.
Era um bom garfo, mas para chegar aos cento e seis anos não devia ser de excessos. Contaram-me que o segredo dele era evitar os galões, as meias de leite e essas cenas que eu também acho um bocado nojentas. Mas não sei se não era mesmo das sopas. É que um dia li isto numa entrevista que ele deu a um jornal:
"Como sopa, de legumes. Porque um cientista, que fez um exame à nutrição dos americanos que deixaram de comer sopa às refeições, declarou que se eles retomassem a sopa diminuiriam o cancro em mais do que cinquenta por cento. Também gosto de sopa de peixe"...Quem não gosta de sopa de peixe, um dos meus amores de perdição?
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